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Dicas de como aproveitar, ao máximo, seu tempo na psicoterapia.

  • Foto do escritor: ferpicolo2013
    ferpicolo2013
  • 18 de abr. de 2024
  • 4 min de leitura

Atualizado: 4 de jun. de 2024

mulher em terapia
mulher em terapia

Decidi compartilhar algumas dicas valiosas para ajudá-la (o) a aproveitar ao máximo sua experiência na terapia. Escrevo não apenas como psicóloga, mas também como alguém que já esteve do outro lado da mesa, buscando apoio e compreensão em um momento muito delicado da minha vida, passei por profissionais que foram fundamentais para o meu crescimento e desenvolvimento pessoal e estar onde estou hoje.

Frequentemente, ouço de pessoas em seu primeiro contato a seguinte preocupação: “Eu pensei muito antes de entrar em contato, pois não sei se o meu problema é grande o suficiente para fazer terapia.” Minha resposta é sempre a mesma: não existe problema "pequeno" ou "grande", "mais ou menos digno" de terapia. O que importa é O SEU PROBLEMA, que está causando sofrimento, perturbando sua paz e afetando sua qualidade de vida. Se você sente que não consegue lidar com isso sozinho, você tem todo o direito e a responsabilidade de buscar ajuda profissional.


Portanto, terapia é para todos e o melhor de tudo, não possui efeito colateral!


Agora, vamos a algumas dicas para você aproveitar ao máximo esse lindo momento de transformação:


1 – Verifique qual abordagem clínica do psicólogo em questão.

Para quem não sabe, existem várias abordagens (especializações/método de atendimento clínico) dentro da psicologia, como: Análise do comportamento, terapia cognitivo comportamental (esta utilizo como base teórica), humanismo, sistêmico, psicodrama, psicanálise, entre outras...

Cada abordagem tem um método e uma forma de tratamento. Em algumas abordagens o paciente é levado a falar na maior parte do tempo. Outras o tempo já é mais dividido. Algumas psicoterapias são mais objetivas, o paciente realiza atividades terapêuticas fora da terapia, realiza experiências comportamentais, recebe orientações diretas e objetivas, aprende técnicas de como amenizar um determinado sofrimento ou problema, outras são mais subjetivas…

Todas as abordagens clínicas da psicologia são interessantes, e tem o mesmo objetivo final (ajudar o paciente a alcançar seus objetivos), procure uma que você se identifique.

Posso falar, com alguma propriedade, apenas da minha abordagem que é a terapia cognitivo comportamental, onde transcrevo abaixo um trecho do que se trata a terapia cognitivo comportamental, retirado de um dos fundadores dessa abordagem, Aaron T. Beck.

“A cognitivo comportamental é uma terapia breve, prazo limitado, estruturada, orientada ao presente, direcionada a resolver problemas atuais e modificar pensamentos e comportamentos… indicada atualmente por sua eficácia cientificamente comprovada.” (BECK, 1997, p. 1).

Sobre hipnose clinica (uma das ferramentas que utilizo): pode ser definida como um estado alterado de consciência ou percepção. Em termos simples, a hipnose é um estado no qual o consciente e o inconsciente do paciente podem ser focalizados para ficarem mais receptivos a sugestão terapêutica.

Quase todo mundo já experimentou alguma forma de hipnose em algum momento da sua vida. Pense numa vez em que você dirigia em uma estrada e se pegou por um breve momento, inconsciente daquilo que estava fazendo, ou uma vez em que estava tão envolvido em um programa de televisão que nem se deu conta quando alguém entrou na sala. Na verdade, toda hipnose é auto hipnose e o paciente está sempre no controle. Não há nada a temer, porque a hipnose é um processo completamente seguro quando usado profissionalmente.


2 – Não economize nas palavras.

Imagine você ir para uma consulta médica:

“– Doutor, estou aqui apenas porque tenho sentido umas coisas ruins…

·         Como assim? O que são essas coisas ruins?

·         Não sei. Apenas um mal-estar.

·         Consegue descrever esse mal-estar?

·         Não. Apenas umas coisas ruins…”

 

Qual a probabilidade de o médico ajudar nesse caso? Caso ele não seja advinha, a probabilidade de ele ajudar é praticamente nula.

Da mesma forma acontece na terapia; quanto maior quantidade de dados sobre sua história de vida, problemas do cotidiano, reações comportamentais diante de determinadas situações, medos, anseios, pensamentos que te deixam mal, emoções que andam te tirando a paz, seus relacionamentos afetivos, profissionais, sociais, maior será a probabilidade do psicoterapeuta realizar uma boa analise do seu caso e te ajudar de uma forma mais efetiva.

 

3 – Seja sincera (o).

Já fui paciente e sei que muitas vezes somos tentados a omitir certas informações ou simplesmente mentir. Isso ocorre principalmente porque temos uma falsa impressão de que temos que agradar o psicoterapeuta ou de que o terapeuta poderá realizar julgamentos morais da gente.

LEMBRE-SE: psicoterapeuta não está ali para te julgar, não está ali para te dar uma lição de moral. Pelo contrário, ele está ali para entender a realidade dos seus problemas, olhar para seu mundo através do seu olhar. Então não segure as palavras.

Se determinada técnica não estiver surtindo efeito, por exemplo, Fale! Assim ele poderá verificar outras estratégias mais efetivas para seu caso. Se você teve algum tipo de recaída, exponha. Isso vai ajudar em uma estratégia de recaídas, uma previsão comportamental.


4 – Avise antecipadamente das faltas.

Existem faltas que são acasos do destino. Doença, passar mal, acidente…Porém, na maioria das vezes, a gente tem um controle sim de nossa agenda. É importante informar ao psicoterapeuta de possíveis faltas, pois o profissional se programa e prepara a sessão para aquele momento.

Psicoterapia é como se fosse uma malhação. Quanto maior a quantidade de faltas, menor o rendimento. Daí eu acabo associando essa falta de resultados (evolução) a própria psicoterapia e/ou a mim mesmo; “Essa terapia não está me adiantando de nada.”, ou “eu não tenho jeito!” ou ainda ao profissional.


5 – Valorize seus pequenos avanços.

Você só encontra felicidade e paz quando deixa de se concentrar no outro, e passa dar atenção a si mesmo. portanto, não desperdice energia com pessoas e situações que não valem a pena, você não precisa disso. não coloque ninguém em um pedestal, o topo pertence a você. Valorize seus pequenos avanços, um dia de cada vez, e quando perceber chegará lá!


Desejo a vocÊ uma ótima caminhada na direção da sua melhor versão!


Se você desejar iniciar sua terapia e decidir pelas abordagens que eu trabalho, será um prazer fazer parte do seu processo de desenvolvimento!



 
 
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